Síndrome do pânico: um transtorno de ansiedade

10/09/2019

A síndrome do pânico é uma ansiedade fora de contexto e que se apresenta de forma repentina, comprometendo seriamente a vida de quem sofre desse problema. Conheça mais sobre o transtorno. 

A ansiedade é um estado normal do ser humano, contribuindo inclusive para que possamos antecipar riscos e nos preparar diante de alguma situação de perigo. Porém, quando esse alerta de ameaça não é útil para o indivíduo e ainda causa sofrimento, deixa de ser um sistema de defesa positivo a passa a representar um transtorno.

A síndrome do pânico é uma ansiedade fora de contexto e que se apresenta de forma repentina, podendo comprometer seriamente a vida de quem sofre desse problema. Normalmente, se manifesta sem razões aparentes em jovens entre 15 e 20 anos e pode durar até a idade madura. O público feminino é mais vulnerável ao transtorno.

As crises acontecem de forma inesperada, bastam alguns segundo para que o indivíduo que estava bem comece a apresentar os sintomas, chegando em seu ápice em 10 minutos. Como o indivíduo nunca sabe quando terá a próxima crise, convive então com uma contínua tensão e insegurança.

Em casos mais graves, a pessoa chega a evitar situações que podem desencadear os sintomas e deixa de sair de casa, trabalhar, dirigir, etc. Esse quadro é conhecido como agorafobia.

Sintomas da síndrome do pânico

Durante uma crise de pânico, a pessoa sente de forma intensa medo e desespero, com a sensação de que vai morrer ou enlouquecer. Quem sofre este transtorno de ansiedade, apresenta ainda:

  • falta de ar
  • boca seca
  • sudorese
  • ansiedade
  • taquicardia
  • tontura
  • pressão na cabeça
  • tremor
  • ondas de calor e frio
  • fraqueza nas pernas

Esses sintomas são classificados como normais quanto enfrentamos uma situação real de perigo ou fobia, mas o portador do transtorno do pânico costuma ter esses sinais em atividades consideradas rotineiras, como pode ser o ato de dirigir ou entrar no elevador.

Quando passam por uma primeira crise, é normal as pessoas procurarem imediatamente um médico geral ou um cardiologista, já que estes sintomas são similares ao de um ataque cardíaco. A isso se deve também a sensação de morte que o indivíduo tem durante a crise, já que o coração acelera, provocando uma taquicardia e a sensação de um perigo de morte.

Como é feito o tratamento?

É fundamental que o diagnóstico seja feito o quanto antes, pois o portador da síndrome do pânico pode desencadear outros transtornos, como o agorafobia. Segundo especialistas, 60% das pessoas que sofrem do problema apresentam também depressão e 12% tentam suicídio.

Um tratamento comumente realizado é a associação da terapia comportamental com a administração de medicamentos. A intenção é que o indivíduo entenda e trabalhe com as causas que provocam as crises e também desenvolva técnicas para controle dos sintomas.

Dependendo do caso, os primeiros sinais de melhora são percebidos já nas primeiras semanas, porém o tratamento deve ser continuado, para que o indivíduo não sofra com uma nova crise logo no próximo mês.

A conscientização e o apoio da família são fundamentais na superação do transtorno. É necessário entender que não se trata de uma fraqueza moral, mas sim de sensações que são administradas de formas diferentes por cada pessoa.